A verdade sobre a moda de viver no campo — Jardim do Mundo

Quando crianças, muitos de nós aprendemos na escola sobre o “êxodo rural”. Havia aquela clássica foto no nosso livro, que traduzia a vida no campo com a imagem de uma família pobre, retirante, fugindo da falta de emprego e da seca, para tentar uma vida nova na cidade. O sonho de poder ter tudo, comprar o…

via A verdade sobre a moda de viver no campo — Jardim do Mundo

VIVENCIANDO PERMACULTURA E BIOCONSTRUÇÃO EM SÃO THOMÉ DAS LETRAS…

Conhecida como uma cidade envolta em misticismos, São Thomé das Letras-MG atrai pessoas de todo tipo. Por essas bandas, muitos são os relatos de avistamento de discos voadores, contato com criaturas místicas da natureza e seres intraterrenos. Andando pelas ruas de pedra, diversas estátuas e pinturas contam as lendas do vilarejo, que possui figuras icônicas…

via Permacultura em São Thomé das Letras-MG — Jardim do Mundo

QUE TAL TER SUA PRÓPRIA HORTA ORGÂNICA EM CASA?

Confira as dicas da Verduraria para você cultivar alimentos em casa. A agricultura urbana vem despertando cada vez mais o interesse das pessoas que buscam viver de forma mais saudável. Além do prazer de cultivar alimentos orgânicos na sua própria casa, o cuidado com as plantas também ajuda a reduzir o estresse do dia a dia através […]

via Tudo o que você precisa saber para ter uma horta orgânica em casa — =Verduraria=

VEGETARIANO OU VEGANO?

A preocupação crescente com a saúde, o meio ambiente e o respeito aos direitos dos animais, faz com que o cuidado com a alimentação seja tratado com cada vez mais atenção. Para se ter uma ideia, apenas no Brasil, são mais de 15 milhões de pessoas que não consomem carne, conforme atestou pesquisa realizada pelo…

via Entenda as diferenças entre o veganismo e o vegetarianismo — CicloVivo

EM CONTATO COM A NOSSA VERDADEIRA NATUREZA…

Em meio a correria do dia a dia, precisamos prestar atenção em muitas coisas e com o crescente aumento dos estímulos que recebemos, acabamos por forçar nosso cérebro a lidar com uma grande quantidade de informação. Nesse processo, estamos cada vez mais ativos e com menos tempo para limpar a mente, relaxar e aliviar as…

via O mal da atualidade: A percepção das nossas reais necessidades — Jardim do Mundo

O FUTURO DO PLANETA É A AUTOSSUSTENTABILIDADE…

hyperions-vincent-callebaut-architectures

Complexo residencial futurista com fazenda urbana na Índia

Por:  Redação O Futuro Das Coisas

 

O arquiteto belga Vincent Callebaut continua surpreendendo com seu estilo notável de arquitetura sustentável futurista.

Essa semana ele divulgou o projeto de um complexo residencial que será erguido na Índia, chamado Hyperions em referência à árvore mais alta do mundo (a sequoia), com 115 metros de altura.

O Hyperions será um aglomerado de torres conectadas feitas de madeira incluindo uma fazenda urbana. Não somente a construção pretende ser eco-sustentável como o funcionamento do complexo em si conseguirá produzir mais energia do que consome num sistema de circuito fechado.

Proposto para Jaypee City perto de Nova Delhi na Índia, o Hyperions além da arquitetura diferenciada com torres ajardinadas também insere o conceito de agricultura urbana em um bairro notoriamente sufocado por concreto e poluição.

Hyperions Vincent Callebaut 4
Crédito: Vincent Callebaut Architectures

Projetado em colaboração com o agroecologista Amlan Kusum, o Hyperions foi concebido para atingir dois objetivos principais: descentralização energética e desindustrialização dos alimentos. O resultado combina a agricultura urbana, materiais de base biológica, e planejamento de uso misto e autossuficiente.

O projeto compreende seis torres de 36 andares cada uma. Haverá uma rede de pontes suspensas para que os residentes se desloquem entre as torres as quais serão construídas com madeira de origem sustentável vinda de uma floresta em Delhi. Reforçadas com aço, as torres de madeira apoiam-se sobre uma subestrutura de aço e concreto projetada para resistir a terremotos e tirando proveito da inércia térmica da Terra para o aquecimento e refrigeração natural.

hyperions 2
Crédito: Vincent Callebaut Architectures

Estão previstos mil apartamentos de tamanhos variados, moradia estudantil, áreas sociais, incubadoras de empresas e espaços de escritório e de co-working. Os móveis serão feitos a partir de materiais naturais e reciclados.

Callebaut diz que as torres vão ter extensa vegetação e os residentes poderão cultivar seus próprios vegetais em varandas, fachadas, telhados, e em estufas especializadas. As áreas serão integradas com os espaços agrícolas, e os arquitetos estimam que cada metro quadrado poderá produzir 20 quilos de frutas e vegetais que serão vendidos através de lojas locais de comércio justo.

O projeto também prevê a produção de peixes, além de pequenas fazendas com gado dentro das torres.

Hyperions Vincent Callebaut 1
Crédito: Vincent Callebaut Architectures

O projeto foi concebido para conseguir uma pegada ambiental zero com um sistema de reciclagem que cuida da água cinza, da água negra, e do desperdício de alimentos no local. A energia para os edifícios é gerada através de turbinas eólicas e de sistemas fotovoltaicos.

“Nós agricultores urbanos’ defendemos que a conversão da agricultura mundial em técnicas orgânicas e a construção com origem biológica poderia reduzir as emissões mundiais de CO2 em cerca de 40% até 2030”, escrevem os designers do projeto. “Solidariedade, justiça e simbiose correta das ações humanas sobre a natureza: Esses são os nossos valores éticos”.

Callebaut garantiu à Gizmag que o projeto será concluído até 2022. Será interessante ver como ele ficará quando estiver pronto.


Fonte: Vincent Callebaut Architectures

Via: O futuro das coisas | Inovação | Complexo residencial futurista com fazenda urbana na Índia

UM TRABALHO CONJUNTO DO HOMEM COM A NATUREZA…

sistemas-agropecuario

Agroflorestas – A agricultura do Futuro

Por: Tulio Kengi Malaspina em Vida Verde

 

Para nós, brasileiros, a coisa mais comum de se ver pelas terras do nosso país é a monocultura de plantas que ninguém come, como a cana de açúcar, eucalipto e soja. Sabemos que a cana é combustível, o eucalipto é madeira e a soja é alimento das vacas, essa última nós comemos.

Não é novidade para ninguém (ao menos não deveria ser) que a monocultura extensiva agride o solo e o ecossistema, causando um desequilíbrio no ambiente, o que gera mudanças climáticas e na composição do solo.

Dessa forma, os agricultores usam cada vez mais fertilizantes para suprir a falta de nutrientes, o que volta a agredir o solo e, pior, o lençol freático. Estudos de solo na Amazônia classificaram-no como arenoso, ruim, pobre. E como se explica que todas aquelas plantas possam retirar nutrientes desse solo pobre?

A resposta está no sistema que as plantas criam com sua biodiversidade, nutrindo o solo com matéria orgânica, gerando um ambiente ideal para os animais, que participam da fertilização das novas plantas e ainda o controle da temperatura dentro do ambiente protegido pelas árvores. Essa biodiversidade é uma capa proteção viva para proteger a vida dos seus habitantes.

Agroflorestas

Durante os últimos anos tenho ouvido muito falar sobre um cultivo diferente, que é baseado na produção de um sistema similar ao de uma floresta para que as plantas possam se ajudar na formação de um ecossistema biodiverso ideal para o cultivo em qualquer solo brasileiro, até mesmo os mais áridos.

Essa técnica, conhecida como Agroflorestação, parte do princípio de utilizar a característica de cada planta, desde grandes árvores até trepadeiras e hortaliças, para a criação de um ecossistema completo, aumentando muito a produtividade de cada metro cúbico de terra. A técnica também leva em conta a região da plantação, adotando plantas nativas ou de fácil adaptação.

Entrevista com Ernest Göestch

Leia uma entrevista com Ernest Göestch uma das autoridades no assunto  realizada pelo Jornal da Biosfera.

JBio: Tecnicamente a agrofloresta é viável?
Ernst: Não só viável, como de menor custo e maior lucro. As técnicas tradicionais de agricultura, como o fogo, a capina e o arado são substituídas por uma convivência harmoniosa e criativa com as espécies, que cria um sinergismo lucrativo. O que regra as relações é que cada espécie aumenta a quantidade e qualidade de vida se cada uma cumprir a função prevista para ela. O homem não é inteligente, ele faz parte de um sistema inteligente. Se trabalharmos com o potencial dos sistemas, a presença humana deixa de ser inoportuna. Trata-se simplesmente de criar plantações com dinâmica parecida com os ecossistemas locais.

JBio: Na prática, como funciona o sistema de agrofloresta?
Ernst: Um principio é a diversidade , outro é o uso dinâmico da sucessão natural. No mesmo dia e local em que plantássemos o arroz, plantaríamos o milho, bananas, mandioca, guandu e mamão, todos em densidade como se fossem para monocultivo e árvores de todo tipo, em alta densidade, dez sementes por metro quadrado. A agrofloresta é um ser vivo, que tem relações de criadores e criados, os que tem ciclo de vida curto são criadores, como milho, feijão e mandioca. Os criados são os de ciclo longo, as árvores, por exemplo. Usamos uma estratégia revertida, principalmente em terrenos que não estão preparados. Começamos com as espécies menos exigentes, ao contrário do processo habitual, que parte da queima e uso da terra até seu esgotamento. A queimada leva a uma escala descendente de aproveitamento do solo, com plantio de espécies exigentes nos primeiros anos, um esgotamento rápido do solo e o plantio de espécies cada vez menos exigentes. Sem a queima, o processo é revertido, enriquece-se o solo com as espécies menos exigentes e inicia-se a capitalização para o plantio posterior das espécies mais exigentes.

JBio: A agrofloresta pode dar resposta a uma agricultura voltada para o consumo de massas?
Ernst: Sim. Uma grande empresa multinacional, há três anos, concluiu que agricultura não deve ser negócio para grandes empresas, mas para pequenos produtores, agricultura familiar. Passaram a investir em seringais consorciados em agroflorestas, com cacau, açaí e produtos de subsistência. Aliado às espécies silvestres, o homem teria muito mais oferta protéica, inclusive, do que criando bois. Sem o uso de fogo, que é uma ironia, porque resulta na expulsão da espécie humana. As pesquisas indicam que a implantação de agroflorestas não diminui a produtividade relativa de cada espécie plantada. Uma experiência na Bolívia resultou em quatro a cinco por cento menos de arroz do que se fosse em monocultivo, mas três meses depois, colheu-se o mamão, mais três meses, sem nenhum trabalho além de colher, obteve-se uma segunda colheita pequena de arroz, com um ano e dois meses veio a banana, depois a mandioca, com dois anos e pouco os primeiros cacaueiros, e com quatro anos os primeiros resultados florestais, em frutíferas e madeiras.

JBio: Uma mudança mais geral nos paradigmas da agricultura, na direção destes princípios agroflorestais. Você acha possível? Em quanto tempo?
Ernst: As mudanças de paradigmas são processos lentos e são favorecidos por pressões da própria natureza. No Brasil, com seus ecossistemas ricos, os riscos de colapso podem demorar, mas existem sinais claros de que chegarão. É mais gratificante ver numa agrofloresta próspera o superávit e a função humana como dispersora e não devastadora. Existem experiências centenárias, como a cafeicultura sombreada na América Central, consorciada a cítricos e diversas árvores, derrubados como obsoletos e substituídos por sistemas de monocultura. Agora teremos que fazer o caminho de volta para a natureza. De volta às matas e a um tipo de consciência que devolverá ao homem sua condição de espécie amorosa e cooperativa.

Ernst Götsch – Fazenda Olhos d’Água – Piraí do Norte – BA CEP 45.436-000
Fonte: Jornal da Biosfera n.12 – Nov/Dez 2002

Série de Videos

Quem se interessou pelo assunto e quer conhecer outros exemplos dessa prática, existe uma série de quatro vídeos de nove minutos no youtube. Assista abaixo (Caso esteja lendo via e-mail ou Feed/RSS clique aqui para ver o video.)

Via: Agroflorestas – A agricultura do Futuro | Coletivo Verde