UM TRABALHO CONJUNTO DO HOMEM COM A NATUREZA…

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Agroflorestas – A agricultura do Futuro

Por: Tulio Kengi Malaspina em Vida Verde

 

Para nós, brasileiros, a coisa mais comum de se ver pelas terras do nosso país é a monocultura de plantas que ninguém come, como a cana de açúcar, eucalipto e soja. Sabemos que a cana é combustível, o eucalipto é madeira e a soja é alimento das vacas, essa última nós comemos.

Não é novidade para ninguém (ao menos não deveria ser) que a monocultura extensiva agride o solo e o ecossistema, causando um desequilíbrio no ambiente, o que gera mudanças climáticas e na composição do solo.

Dessa forma, os agricultores usam cada vez mais fertilizantes para suprir a falta de nutrientes, o que volta a agredir o solo e, pior, o lençol freático. Estudos de solo na Amazônia classificaram-no como arenoso, ruim, pobre. E como se explica que todas aquelas plantas possam retirar nutrientes desse solo pobre?

A resposta está no sistema que as plantas criam com sua biodiversidade, nutrindo o solo com matéria orgânica, gerando um ambiente ideal para os animais, que participam da fertilização das novas plantas e ainda o controle da temperatura dentro do ambiente protegido pelas árvores. Essa biodiversidade é uma capa proteção viva para proteger a vida dos seus habitantes.

Agroflorestas

Durante os últimos anos tenho ouvido muito falar sobre um cultivo diferente, que é baseado na produção de um sistema similar ao de uma floresta para que as plantas possam se ajudar na formação de um ecossistema biodiverso ideal para o cultivo em qualquer solo brasileiro, até mesmo os mais áridos.

Essa técnica, conhecida como Agroflorestação, parte do princípio de utilizar a característica de cada planta, desde grandes árvores até trepadeiras e hortaliças, para a criação de um ecossistema completo, aumentando muito a produtividade de cada metro cúbico de terra. A técnica também leva em conta a região da plantação, adotando plantas nativas ou de fácil adaptação.

Entrevista com Ernest Göestch

Leia uma entrevista com Ernest Göestch uma das autoridades no assunto  realizada pelo Jornal da Biosfera.

JBio: Tecnicamente a agrofloresta é viável?
Ernst: Não só viável, como de menor custo e maior lucro. As técnicas tradicionais de agricultura, como o fogo, a capina e o arado são substituídas por uma convivência harmoniosa e criativa com as espécies, que cria um sinergismo lucrativo. O que regra as relações é que cada espécie aumenta a quantidade e qualidade de vida se cada uma cumprir a função prevista para ela. O homem não é inteligente, ele faz parte de um sistema inteligente. Se trabalharmos com o potencial dos sistemas, a presença humana deixa de ser inoportuna. Trata-se simplesmente de criar plantações com dinâmica parecida com os ecossistemas locais.

JBio: Na prática, como funciona o sistema de agrofloresta?
Ernst: Um principio é a diversidade , outro é o uso dinâmico da sucessão natural. No mesmo dia e local em que plantássemos o arroz, plantaríamos o milho, bananas, mandioca, guandu e mamão, todos em densidade como se fossem para monocultivo e árvores de todo tipo, em alta densidade, dez sementes por metro quadrado. A agrofloresta é um ser vivo, que tem relações de criadores e criados, os que tem ciclo de vida curto são criadores, como milho, feijão e mandioca. Os criados são os de ciclo longo, as árvores, por exemplo. Usamos uma estratégia revertida, principalmente em terrenos que não estão preparados. Começamos com as espécies menos exigentes, ao contrário do processo habitual, que parte da queima e uso da terra até seu esgotamento. A queimada leva a uma escala descendente de aproveitamento do solo, com plantio de espécies exigentes nos primeiros anos, um esgotamento rápido do solo e o plantio de espécies cada vez menos exigentes. Sem a queima, o processo é revertido, enriquece-se o solo com as espécies menos exigentes e inicia-se a capitalização para o plantio posterior das espécies mais exigentes.

JBio: A agrofloresta pode dar resposta a uma agricultura voltada para o consumo de massas?
Ernst: Sim. Uma grande empresa multinacional, há três anos, concluiu que agricultura não deve ser negócio para grandes empresas, mas para pequenos produtores, agricultura familiar. Passaram a investir em seringais consorciados em agroflorestas, com cacau, açaí e produtos de subsistência. Aliado às espécies silvestres, o homem teria muito mais oferta protéica, inclusive, do que criando bois. Sem o uso de fogo, que é uma ironia, porque resulta na expulsão da espécie humana. As pesquisas indicam que a implantação de agroflorestas não diminui a produtividade relativa de cada espécie plantada. Uma experiência na Bolívia resultou em quatro a cinco por cento menos de arroz do que se fosse em monocultivo, mas três meses depois, colheu-se o mamão, mais três meses, sem nenhum trabalho além de colher, obteve-se uma segunda colheita pequena de arroz, com um ano e dois meses veio a banana, depois a mandioca, com dois anos e pouco os primeiros cacaueiros, e com quatro anos os primeiros resultados florestais, em frutíferas e madeiras.

JBio: Uma mudança mais geral nos paradigmas da agricultura, na direção destes princípios agroflorestais. Você acha possível? Em quanto tempo?
Ernst: As mudanças de paradigmas são processos lentos e são favorecidos por pressões da própria natureza. No Brasil, com seus ecossistemas ricos, os riscos de colapso podem demorar, mas existem sinais claros de que chegarão. É mais gratificante ver numa agrofloresta próspera o superávit e a função humana como dispersora e não devastadora. Existem experiências centenárias, como a cafeicultura sombreada na América Central, consorciada a cítricos e diversas árvores, derrubados como obsoletos e substituídos por sistemas de monocultura. Agora teremos que fazer o caminho de volta para a natureza. De volta às matas e a um tipo de consciência que devolverá ao homem sua condição de espécie amorosa e cooperativa.

Ernst Götsch – Fazenda Olhos d’Água – Piraí do Norte – BA CEP 45.436-000
Fonte: Jornal da Biosfera n.12 – Nov/Dez 2002

Série de Videos

Quem se interessou pelo assunto e quer conhecer outros exemplos dessa prática, existe uma série de quatro vídeos de nove minutos no youtube. Assista abaixo (Caso esteja lendo via e-mail ou Feed/RSS clique aqui para ver o video.)

Via: Agroflorestas – A agricultura do Futuro | Coletivo Verde

BOM  PARA O HOMEM E BOM PARA A BIODIVERSIDADE…

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Sistemas Agroflorestais (SAFs):

realizando o casamento entre agricultura e floresta- II

Por: Planeta Orgânico

Benefícios Gerados pelos Sistemas Agroflorestais

Os sistemas agroflorestais, além de variáveis, são muito flexíveis, permitindo a utilização de espécies e ecossitemas de todo o mundo. Essa flexibilidade, ao mesmo tempo em que gera uma liberdade de ação para o produtor, impossibilita apelação a qualquer tipo de manual ou “receita” sobre qual a melhor maneira de se implantar e conduzir o sistema. Para cada local deve ser encontrado um manejo específico e preferencialmente baseado nos princípios agroecológicos, a fim de garantir a produção de alimentos de alta qualidade biológica aliada à uma estabilidade ecológica e sócioeconômica da produção no longo prazo. Ajustando-se de acordo com o tamanho da propriedade e com o nível econômico dos gerenciadores do sistema, os SAFs podem atender desde agricultores familiares em pequenos hortos caseiros até grandes empresas em plantações florestais.

De acordo com os pesquisadores Eduardo Mendonza e Maria Bertalot, os benefícios gerados pelos SAFs, podem ser divididos em dois aspectos: biológico e socioeconômico. Veja, a seguir, cada aspecto descrito com detalhes.

Aspectos biológicos
  • Otimização na utilização do espaço da propriedade pelo aproveitamento dos diferentes estratos verticais (vegetação rasteira, arbustos, árvores altas), resultando em maior produção de biomassa (quantidade de matéria orgânica gerada pelas plantas).
  • Melhoramento das características químicas, físicas e biológicas do solo. Isso ocorre graças à decomposição e incorporação da matéria orgânica e penetração das raízes das árvores no solo. Os diferentes comprimentos de raízes existentes no solo, com a presença de árvores, auxiliam também na redução potencial da erosão.
  • A produção total obtida de uma mistura de árvores e culturas agrícolas ou criações de animais é freqüentemente maior que a produzida nas monoculturas.
  • Tem maior facilidade em se adaptar a um manejo agroecológico, ‘a medida em que a diversidade de espécies torna todo o sistema mais vigoroso, dispensando o uso de agrotóxicos e fertilizantes sintéticos.
  • Reduz o risco de perda total da cultura principal, já que os possíveis ataques de pragas e doenças são distribuídos entre várias espécies de plantas, diminuindo os danos à cultura de maior valor comercial.
  • Permite o uso econômico da sombra. O rebanho bovino, assim como culturas como o café e o cacau, se beneficiam da sombra de outras árvores.
Aspectos Econômicos e Sociais:
  • Fornecimento de uma maior variedade de produtos e/ou serviços da mesma área de terra. Estes produtos podem ser: alimentos, lenha, adubo verde, plantas medicinais e ornamentais, sombra, quebra-ventos e embelezamento da paisagem.
  • Promove uma distribuição mais uniforme do serviço e da receita gerada, devido a um trabalho contínuo e à obtenção de diversas colheitas.
  • A diversidade de produtos colhidos reduz dois tipos de risco: o de impacto econômico derivado da flutuação de preços no mercado e o de perda total da colheita, quando se tem uma única cultura.
  • A associação de culturas anuais (como grãos) ou de ciclo curto (como hortaliças) juntamente com as árvores reduz os custos de implantação do sistema agroflorestal. No longo prazo o custo também é minimizado quando as árvores começam a gerar produtos comercializáveis, como madeira e frutas, por exemplo.

Via: Sistemas Agroflorestais (SAFs): « Planeta Orgânico


Neste Chão Tudo Dá

Publicado por: Laércio Almeida
Enviado em 25 de jan de 2012

Versão reduzida do documentário realizado por Felipe Pasini, Ilana Nina e Monica Soffiatti. “Neste Chão Tudo Dá – semeando conhecimento e colhendo resultados” é um registro informal realizado durante uma viagem pela Bahia sobre o trabalho e o pensamento do agricultor e pesquisador Ernst Gotsch. Além disso, ainda conhecemos a vida de agricultores que conseguiram aumentar a qualidade de vida de suas familias através da prática agroflorestal

Categoria:  Sem fins lucrativos/ativismo
Licença:  padrão do YouTubeLicença: padrão do YouTube
Música: “Not What They Seem” por Michael Blumenstock (Google PlayiTunes)

Via: Neste Chão Tudo Dá – YouTube

CADA UM FAZENDO A SUA PARTE PELO MEIO AMBIENTE…

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Como Preservar a Natureza

Por Cultura Mix em Natureza

O meio ambiente está precisando urgentemente de ajuda. Todos devem ter em mente que preservar a natureza significa melhor equilíbrio ecológico e consequentemente do Planeta Terra.

O Brasil é o país que possui maior diversidade em todo o mundo, e por este motivo deveria estar na liderança da luta mundial contra a degradação ao meio ambiente e preservação da natureza. A melhor forma de manter a natureza preservada é mantê-la intocada, desenvolvendo-se sozinha de acordo com as condições climáticas naturais. No entanto, a humanidade é extremamente dependente das matérias-primas da floresta.  Neste sentido, como você pode preservar a natureza?

Consumo Sustentável

A natureza deve estar enraizada nos sentimentos dos cidadãos. A forma de consumo representa grande chave para que empresas entendam de forma legítima que é necessário preservar a natureza.

Veículo e Caronas

Evite andar de carro, pois o combustível gerado na atmosfera prejudica a ecologia de forma tamanha, que até mesmo a camada de ozônio é afetada, sem contar que a exploração do Petróleo pode causar diversos problemas na atmosfera, gerados naturalmente ou pelo efeito do homem.

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Como Preservar a Natureza

Neste sentido, por mais que os transportes públicos do país sejam desqualificados para realizar viagens, é melhor optar por eles. Mais pessoas dentro de um veículo terrestre significa menos combustível na atmosfera, e consequentemente maior nível de preservação. Justamente por este motivo que é muito importante dar ou pegar carona. Dividir o combustível junto com todos os presentes no veículo simboliza antes de tudo dividir a responsabilidade ambiental.

Lixo Seletivo

O lixo seletivo também faz parte das lições primordiais sobre  como um cidadão pode preservar a natureza. Hoje em dia não existem tantos lixos seletivos como seria necessário, mas os elementos tóxicos ficam misturados, tornando muito difícil o processo de reciclagem.

Quem não tem este tipo de lixo no apartamento, deve solicitar reunião com o síndico no intuito de implantar a coleta de lixo seletivo. Ficar na dependência de que o Estado vai colocar lixo seletivo nas imediações da sua rua não representa uma saída interessante neste âmbito de discussão.

De Olho Na Crise Da Água

Apenas 05% da água existente no mundo são do tipo doce, consequentemente própria para o consumo potável.

Estatísticas apontam que caso o desperdício continue até o ano de 2030, o consumo por cada habitante no mundo deve reduzir para 30%. Justamente por este motivo que é sempre indicado evitar o desperdício de água, por isso não tome banhos longos e jamais deixe a torneira aberta. Lembre-se de que água é vida.

A constituição diz claramente que a natureza pertence a todos os cidadãos cuja nacionalidade é brasileira. Justamente por este motivo que todos os brasileiros devem participar da preservação da natureza, agindo como cidadão sustentável, denunciando todas as formas de exploração ilegal e aconselhando toda a sociedade em relação à educação ambiental.

Como Preservar a Natureza

Até não muito tempo atrás, nós não tínhamos o hábito de preservar a natureza, inicialmente por falta de conhecimento dos problemas que poderiam ser acarretados no futuro. O grande problema é que esse tal futuro chegou, e agora sentimos na pele a importância de se preservar a natureza. Devemos impedir que seja mais destruída do que já esta, e com isso tentemos controlar os problemas que são acarretados por nossa própria culpa. Mas como podemos ajudar? A resposta para essa pergunta é simples e conhecida por todos: Fazendo a nossa parte! Se cada um fizer o que lhe cabe, além de prevenir a natureza, manteremos uma sociedade mais organizada e limpa. Fazendo o mínimo necessário para preservar a natureza, estamos ajudando ao próximo também e mais do que isso respeitando o próximo.

A parte de cada um:

Vamos ver como podemos fazer nossa parte para ajudar a preservar a natureza.

– Tudo se começa com a conscientização. Acho que já estamos todos conscientizados dos problemas que estamos passando por e dos que ainda estão por vir por causa dos maus tratos que cometemos com natureza no passado.

– Depois de conscientizados temos que educar. Isso mesmo educar a nós mesmo, às pessoas que vemos nas ruas cometendo atos que são prejudiciais a natureza e também devemos educar nossos jovens para que cresçam já com uma boa consciência. Educar quando mais novo é muito mais fácil do que depois de grande, quando a pessoa já tem péssimos hábitos.

Como Preservar a Natureza

– Com esses dois passos feitos podemos começar a melhorar o mundo. Afinal de contas não há dificuldade em separar o lixo para a coleta seletiva, jogar fora apenas o que pode mesmo ir para o lixo, já existem depósitos específicos para jogarmos pilhas e baterias, pois as mesmas contém material radioativo. Muitas lojas e mercados recolhem esse tipo de material para que possam ser levados aos depósitos específicos. Informe-se onde eles podem ser deixados.

– Compre uma sacola retornável no mercado. Essa nova lei pode ter sido incomoda para muitas pessoas, mas foi excelente para o meio ambiente. Mesmo assim, é bom comprar uma sacola, do contrário, cada vez que for ao mercado vai pegar uma caixa de papelão ou “sacolinhas” na parte das frutas. O primeiro passo foi dado pelas autoridades, agora vamos ajudar também, com R$2,00 reais compramos uma boa sacola retornável que vai durar por um bom tempo.

– Siga a política dos 3 R’s: “reduzir, reutilizar e reciclar” seguindo esse simples passo. O que for lixo pode vir a se tornar com outra utilidade. Se não pode ser reciclado, assim só o que tem mesmo que ir para o lixo é jogado fora.

– Não jogue lixo no chão, além de poluir a natureza, você deixa o local sujo e é desagradável para todos.

Essas dicas são muito fáceis de serem seguidas e fazem uma diferença enorme, basta se ponderar e logo todas passam a ser hábitos.

 

Fonte: Meio Ambiente – Cultura Mix | Planeta e Climas | Como Preservar a Natureza

O CONSUMO DE CARNE JÁ ESTÁ SE TORNANDO UM PROBLEMA AMBIENTAL…

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Gisele Bündchen chora ao ver o que a pecuária fez com a Floresta Amazônica

Por: Mapa Veg

Assista ao vídeo.

Gisele Bündchen chora ao ver o que a pecuária fez com a Floresta Amazônica

A modelo brasileira Gisele Bündchen, em um episódio da série Years of Living Dangerously do canal National Geographic, que tem foco no aquecimento global, foi convidada a visitar o próprio país e sobrevoar a Floresta Amazônica para constatar a destruição causada pela pecuária.

Acompanhada pelo ativista ambiental Paulo Adário, um dos fundadores do Greenpeace no Brasil, Gisele entendeu como a floresta começa a ser destruída com a exploração madeireira, e termina com a ação dos pecuaristas, que cortam as árvores que restaram no local e colocam fogo em enormes áreas para criar pastos.

Paulo lembrou que 20% da Floresta Amazônica já foi destruída, e que a pecuária é responsável por 65% de todo o desmatamento dela. “Quando você come um hambúrguer, você não se dá conta de que o seu hambúrguer veio da destruição da floresta… é chocante, né?”, questionou. Neste momento, a modelo se emociona. Muitas pessoas já podem até estar informadas a respeito do impacto de seus prazeres alimentares no meio ambiente, mas ver de perto certamente pode provocar uma reação mais profunda e acordar as pessoas mais resistentes, embora não saibamos se é o caso dela.

O Greenpeace, entretanto, é muito criticado por não ter adotado o Veganismo como sua ideologia, para trabalhar com propriedade pela causa ambientalista, já que a pecuária é uma das atividades mais devastadoras para o meio ambiente. Recentemente, o Capitão Paul Watson mandou um recado recomendando que a ONG se torne vegana (veja aqui).

O vídeo legendado foi disponibilizado pela página do Facebook O Holocausto Animal. Assista (clicando no link) abaixo:

https://www.facebook.com/pelofimdoespecismo/videos/1809572265955448/

Fonte: Gisele Bündchen chora ao ver o que a pecuária fez com a Floresta Amazônica | Mapa Veg


Criação de gado para consumo de carne provoca danos ambientais

Por: Redação Ecycle

A agricultura animal tem emissões de gases superiores a todo o setor de transportes - Imagem: Domínio Público
A agricultura animal tem emissões de gases superiores a todo o setor de transportes  Imagem: Domínio Público

Você se preocupa com emissões de gases, desmatamento e excesso do consumo de água? Se a resposta for sim, você deve se firmar bem na cadeira e se preparar para os dados alarmantes denunciados pelo documentário Cowspiracy, de Kip Andersen e Keegan Kuhn. Uma das maiores bandeiras do vegetarianismo e do veganismo é o fim da exploração animal. Mas além dessa importante faceta, há outra que não se fala tanto a respeito: a degradação ambiental decorrente da indústria agropecuária.

O documentário, de 2014, nasceu na mente de Andersen após ele se deparar com dados oficiais da ONU que informavam que a agricultura animal tem emissões de gases superiores a todo o setor de transportes (carros, caminhões, trens, navios e aviões). Além disso, ficou intrigado com o fato de grandes ONGs ambientalistas ignorarem a causa número um da destruição do planeta. O documentário está disponível no serviço de streaming Netflix.

Emissões de gases

Eles ocorrem devido à grande devastação que ocorre para abrir o espaço de pastagem, ao cultivo de grãos para alimentar as criações, aos gastos exorbitantes de água para manter essa produção, à emissão de metano pelos  animais, entre outros fatores. Estudos comprovam que a pecuária e seus subprodutos são responsáveis por pelo menos 32 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano, ou 51% de todas as emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo. Além disso, devemos estar atentos a outros gases emitidos nesse processo, como o óxido nitroso. Pesquisas demonstram que a pecuária é responsável por 65% de todas as emissões humanas relacionadas com óxido nitroso – um gás-estufa com 296 vezes o potencial de aquecimento global do dióxido de carbono, e que permanece na atmosfera por 150 anos.

Imagem: Rodrigo Baléia/Greenpeace

O metano expelido nos gases dos ruminantes tem mais impacto na mudança climática do que se imagina. O metano tem um potencial de aquecimento global 86 vezes superior ao do CO2 em um prazo de 20 anos. De acordo com pesquisas, vacas produzem 150 bilhões de litros de metano por dia (250-500 litros por vaca por dia, vezes 1,5 bilhão de vacas no mundo).

Além das emissões provocadas pelo sistema digestivo dos animais (metano e óxido nitroso emitidos pelas fezes), há também emissões de CO2 nas várias etapas de produção de carne, da queimada para geração de pastos até o consumo. A literatura científica prevê que essas emissões aumentem cerca de 80% até 2050. Os dados são tão colossais que fica difícil ignorar o impacto dessa emissão para a saúde do planeta.

Uso da água

Outro grande problema causado pela indústria agropecuária é o elevado consumo de água. Cultivar plantas para a alimentação animal representa 56% de toda a água consumida nos EUA. O cultivo de grãos consumidos pelos animais demandam muita água – esse montante, somado ao consumo direto dos bichos representa faixas de consumo de água de 34-76 trilhões de litros por ano.

Se pensarmos diretamente no consumo final, na pegada hídrica dos alimentos, deparamo-nos com dados não menos alarmantes: 2,5 mil litros de água são necessários para produzir 1 libra (equivalente a mais ou menos 0,45 kg) de carne; 477 litros de água são necessários para produzir 1 libra de ovos; em média 900 litros de água por libra de queijo e mil litros de água para produzir um galão de leite (equivalente a 3,785 litros).

Quem se torna vegetariano ou vegano economiza água de maneira significativa: para se produzir um quilo de soja, são gastos 500 litros de água, enquanto para um quilo de carne bovina, são necessários 15 mil litros do líquido.

Uso da terra

Um terço da terra livre de gelo presente no globo é utilizada para criação de gado ou alimento para o gado. Considerando 48 estados dos EUA, o espaço total representa 1,9 bilhões de acres. Segundo estudo, desses 1,9 bilhões de acres: 778 milhões de acres de terras privadas são usadas para pastagem, 345 milhões de acres de alimentos para animais, 230 milhões de acres de terras públicas são usadas para pastagem de gado.

No Brasil, quais terras são utilizadas para essas plantações e pastagem? Segundo dados do Inpe, 62,8% de toda a área desmatada da Amazônia brasileira até 2008 foi ocupada por pastagem. Grandes florestas, como a floresta amazônica, estão sendo desmatadas para dar lugar à indústria agropecuária. Estudos demonstram que 91% da devastação da Amazônia se deve à produção agropecuária, entre pastagens e cultivo de grãos para a alimentação dos ruminantes. Dá pra acreditar? De acordo com dados do IBGE, o Brasil possui o maior rebanho comercial do mundo, com aproximadamente 209 milhões de bovinos. Em nosso país, os ruralistas têm grande poder de intimidação, o que resulta em uma fiscalização ineficiente do desmatamento. Nos últimos 20 anos, mais de mil ativistas rurais foram mortos no Brasil.

A produção de alimentos vegetais exige muito menos espaço de terra do que a produção de alimentos de origem animal. Por exemplo, em um hectare de terra é possível plantar 42 mil a 50 mil pés de tomate ou produzir apenas uma média de81,66 Kg de carne bovina por ano. Assim, a alimentação vegetariana estrita estimula a diminuição do desmatamento.

Resíduos

Uma exploração agrícola com 2,5 mil vacas leiteiras produz a mesma quantidade de resíduos que uma cidade de 411 mil pessoas. A cada minuto, toneladas de excremento são produzidas por animais criados para o abate. De acordo com estudos, a quantidade produzida de resíduos pela indústria da carne poderia cobrir as cidades de Nova Iorque, São Francisco, Tóquio, Hong Kong, Londres, Rio de Janeiro, Bali, Berlim, Delaware, Dinamarca, Costa Rica, Paris, Nova Deli juntas. Para onde vão esses resíduos? Eles são despejados nas águas.

Contaminação da água e exploração excessiva

A exploração excessiva dos mares assusta. Existem projeções que indicam que em 2048 não haverá mais peixes comestíveis no mar. Em média 90-100 milhões de toneladas de peixe são extraídas de nossos oceanos a cada ano. Para cada 0,45 quilo de peixe capturado, até 1,81 quilos de espécies marinhas não intencionais são capturadas e descartadas. Estudos apontam que, em média, 40% (28,5 mil milhões de quilos) de peixes capturados globalmente a cada ano são descartados e que até 650 mil baleias, golfinhos e focas são mortos a cada ano por navios de pesca. Além de, em média, 40-50 milhões de tubarões são mortos em linhas de pesca e redes.

Imagem: Domínio Público

 

Fome

Em escala mundial, as vacas bebem 45 bilhões de litros de água e comem 61,2 bilhões de quilos de comida por dia. Pelo menos 50% dos grãos são produzidos vão para alimentar o gado. Os EUA poderiam alimentar 800 milhões de pessoas com grãos que o gado consome. Dá pra mensurar o que isso significa? 80% das crianças famintas vivem em países onde os alimentos são administrados aos animais, e os animais são comidos por países ocidentais. A indústria agropecuária reflete diretamente as contradições do capitalismo e seus abismos sociais. Alimentos que poderiam retirar milhões de pessoas da fome são utilizados para alimentar gado. Gado que é consumido em excesso e, segundo muitas visões, sem necessidade fisiológica.

Agricultura animal é a principal causa da extinção de espécies, zonas mortas nos oceanos, poluição da água e destruição de habitats. Agricultura animal contribui para a extinção de espécies de muitas maneiras. Além da destruição do habitat causado pelo desmatamento de florestas e conversão da terra para o cultivo de alimentos para animais e para o pastejo dos animais, predadores e espécies de “concorrência” são caçados por causa de uma ameaça ao gado e aos lucros que eles proporcionam. O uso disseminado de pesticidas, herbicidas e fertilizantes químicos utilizados na produção de culturas para alimentação animal interfere nos sistemas de reprodução dos animais e na saúde do consumidor final. A exploração excessiva de espécies selvagens por meio da pesca comercial, do comércio da carne de caça, bem como o impacto da agricultura animal sobre as alterações climáticas… Todos contribuem para o esgotamento global das espécies e recursos.

A cada dia, uma pessoa que possui uma dieta vegana poupa 1,1 mil litros de água, 20,4 quilos de grãos, 2,7 metros quadrados de terra florestada, além da vida de um animal. O site do documentário deixa um desafio: que tal 30 dias de uma dieta vegana? É possível transformar hábitos de uma vida inteira e modificar seu impacto sobre o planeta. Parar de comer carne pode ser mais eficiente do que outras medidas para a preservação do ambiente. Como diz o diretor Andersen, no documentário: “Eu descobri que um hambúrguer de 114 gramas requer quase 2,5 mil litros de água para ser produzido. Eu tenho tomado banhos curtos para economizar água e descubro que comer apenas um hambúrguer é equivalente a dois meses inteiros de banho”. Confira aqui 12 dicas para você ser vegetariano nos dias úteis da semana.

Para saber mais confira o trailer do documentário Cowspiracy (disponível na íntegra no Netflix)

Fonte: Criação de gado para consumo de carne provoca danos ambientais – Revista Ecológico